HPV e Hibridização in Situ

A hibridização in situ (HIS) detecta sequências específicas de DNA ou RNA utilizando-se sequência complementar de ácidos nucleicos (sonda) marcados radioativa ou quimicamente.
Quando em condições ideais essa técnica traz a possibilidade de detectar-se não somente o tipo viral e a sua localização das áreas infectadas, mas principalmente o estado físico do vírus, se epissomal ou incorporado ao genoma da célula hospedeira.

Alguns autores se utilizam dessa técnica com resultados e conclusões relevantes, principalmente no que tange à presença de partículas virais incorporadas ao genoma, e seu papel prognóstico (Cooper, 1997). A hibridização in situ pode ser realizada em material blocado em parafina, raspados citológicos ou ainda em biópsias congeladas. Esta metodologia permite a localização do DNA ou RNA viral de forma específica em células definidas ou mesmo cromossomos isolados. Entretanto, é metodologia laboriosa e de sensibilidade relativamente baixa.

De fato, fixações histológicas com solução de formalina não tamponada por mais de 24 horas podem comprometer esses resultados e reações falso-negativas podem acontecer.